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segunda-feira, 30 de março de 2015

Novidades em breve!

Em breve retomaremos as atividades do blog, com projetos fascinantes pelo mundo afora!
Enquanto isso, visite nosso site: www.rklarquitetura.com.br

domingo, 26 de junho de 2011

Prédio do Banespa

 


Essa semana foi anunciado o tombamento do edifício Altino Arantes, conhecido como "prédio do Banespa", localizado em São Paulo, na Rua João Brícola nº 24. O prédio já havia sido tombado pelo município em um tombamento coletivo na região do Vale do Anhangabaú, no centro, mas com proteção apenas da fachada e das proporções do edifício. Agora, o tombamento preserva também os móveis que fazem parte da história a instituição financeira, o antigo cofre do banco, no subsolo, além do terraço e cinco pavimentos. Com 35 andares, era o mais alto da cidade em 1947, quando foi inaugurado no antigo centro financeiro, como nova sede do banco que financiava os barões do café. Segundo o IPHAN - Instituto de Patrimônio Histórico e artístico Nacional, O tombamento é um "ato administrativo realizado pelo Poder Público, nos níveis federal, estadual ou municipal, que tem como objetivo preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo a destruição e/ou descaracterização de tais bens". O prédio "Banespão", como é conhecido, foi projetado pelo arquiteto Plínio Botelho do Amaral, e construído pela construtora Camargo Mesquita. O edifício teve sua obra concluída em 1947, após 8 anos de construção, que foi inclusive interrompida pela Segunda Guerra Mundial. O prédio se tornou um símbolo daquela era progressista, na qual São Paulo começava a receber muitos imigrantes do Japão, Europa e nordeste. Com 161,22 metros de altura, o prédio era o maior do mundo fora dos Estados Unidos e o primeiro a superar seu vizinho Martinelli, que durante 18 anos reinara como o maior arranha-céu de São Paulo. Representava o orgulho da cidade pelo seu crescimento e modernização.
Materiais nobres foram utilizados para o acabamento, como mármore de Carrara, tacos de ipê, jacarandá, e sua fachada revestida com pastilhas de porcelana. Foi o primeiro grande edifício do mundo onde se utilizou este tipo de revestimento na fachada, revestimento que se tornou marca registrada da arquitetura nos anos 50 e 60. Já o bloco da Rua Boa Vista foi revestido com cimento branco. O embasamento do edifício foi revestido com granito róseo polido, tanto do lado da Praça Antonio Prado, como do lado da R. Boa Vista. Internamente, no grande saguão, as paredes são revestidas de mármore. No piso do grande saguão, que possui pé-direito de 16 metros de altura, foram empregados granito polido, granito esmerilhado e bronze. Originalmente estava previsto um gigantesco baixo-relevo de mármore travertino a ser colocado no grande hall, representando o Apóstolo São Paulo e cenas da história da cidade e do banco. Esse baixo-relevo não chegou a ser executado. As paredes foram revestidas de lambris de jacarandá artisticamente trabalhado, enquanto que nos demais ambientes de trabalho são de lambris simples de jacarandá. Nos ambientes de grande movimento, utilizou-se material acústico para absorção do ruído. Todas as portas internas foram feitas de jacarandá e dotadas de ferragens especialmente desenhadas para o edifício. Os portões da entrada de ambos os blocos são de cobre, trabalhado artisticamente. Nas galerias do grande saguão, as grades artísticas são de bronze e aço inoxidável. As portas circulares de aço de seus cofres-fortes pesam 16 toneladas cada uma. Nos anos 40, o edifício foi considerado a maior construção de concreto armado do mundo. Do alto de seu mirante, o raio de visão é de 360º e atinge 40 Km. De lá é possível ver a Serra do Mar, o Pico do Jaraguá, os prédios da Avenida Paulista e as principais construções do centro. O lugar é visitado mensalmente por cerca de 5 mil pessoas. O fascínio já começa pelo saguão, com o belíssimo lustre de cristal nacional em estilo decô-eclético, com 13 metros de altura, 10 mil peças de cristal e 1,5 tonelada, feito no formato do edifício. O prédio foi privatizado em 2000 pelo grupo Santander-Banespa. A partir daí passou a abrigar um museu onde estão reunidos mais de 2 mil objetos que fazem parte da história de quase 100 anos de existência iniciados com cultura cafeeira do Brasil.O prédio é um dos principais personagens da linha do horizonte do centro de São Paulo.

 Fontes:
http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/o-que-visitar/pontos-turisticos/178-banespao-edificio-altino-arantes





terça-feira, 1 de março de 2011

MAC - Niterói - RJ

"Como é fácil explicar este projeto! Lembro quando fui ver o local. O mar, as montanhas do Rio, uma paisagem magnífica que eu devia preservar. E subi com o edifício, adotando a forma circular que, a meu ver, o espaço requeria. O estudo estava pronto, e uma rampa levando os visitantes ao museu completou o meu projeto. "  Oscar Niemeyer (2006)

Inaugurado em 2 de setembro de 1996, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói-RJ tornou-se símbolo dessa cidade. A obra foi idealizada pelo então prefeito Jorge Roberto Silveira e projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que deixou sua marca ao utilizar as formas curvilíneas e o concreto puro, dando forma à estrutura e ao edifício ao mesmo tempo. O museu está localizado no Mirante da Boa Viagem, sobre uma praça com 2.500 m². Estando dentro ou fora deste inusitado edifício, é oferecida ao visitante uma vista panorâmica da "Cidade Maravilhosa".


Mesmo com 300 operários trabalhando noite e dia, foram necessários cinco anos para a conclusão do edifício com quatro pavimentos, que consumiu 32 mil m³ de concreto, quantidade suficiente para levantar um prédio de 10 pavimentos. Sua estrutura foi projetada para suportar um peso de 400 kg/m² e ventos com velocidade de até 200 km/h. Uma base cilíndrica única com 9m de diâmetro sustenta o museu, apoiada em uma única sapata de 16m de diâmetro e 5m de altura. Essa base cilíndrica é oca para permitir a mobilidade vertical, através de elevador, para o transporte de obras de arte armazenadas no subsolo. O edifício está envolto por uma superfície de 817m² de espelho d'água. 


Uma grande rampa, com piso vermelho, conduz o visitante ao museu. No primeiro pavimento estão recepção e administração. No segundo pavimento está o salão central de exposições, com 462m² e completamente livre de pilares, envolto por uma varanda com janelas panorâmicas que permitem a visão da Baía de Guanabara. A paisagem externa compõe o espetáculo oferecido ao visitante, conferindo também a funçao de mirante ao edifício. Os vidros triplos, com 18mm de espessura, foram fabricados especialmente para o projeto. Cada uma das setenta lâminas mede 4,80m de altura por 1,85m de largura e estão inclinadas em 40º em relação ao plano horizontal. 


No subsolo está um auditório para 60 pessoas e o restaurante. A iluminação externa do MAC é feita com 36 faróis de avião, com 1.000W de potência. O objetivo é tangenciar o prédio para dar a impressão de que o MAC está flutuando 10 metros acima das águas da Baía de Guanabara. A espacialidade das áreas expositivas leva o visitante a um percurso circular, caminhando no sentido anti-horário pela varanda, que em seguida sobe pela escada helicoidal até o mezanino, mudando a direção naturalmente para horária, sugerindo a sensação espacial de infinito. 


Segundo Bruno Contarini, responsável pelo cálculo estrutural do MAC, a estabilidade do conjundo vem do fato de que não se está acrescentando carga suplementar ao solo, uma vez que a carga total da construção, mesmo considerando o uso do Museu e o efeito dos ventos, é inferior ao peso da terra que foi retirada para a obra: 5.500 toneladas de material em escavações. O MAC possui 16m de altura. As vigas de concreto protendido que atirantam o mezanino avançam em balanços de 11m sob o forro. Sua cobertura circular possui 50m de diâmetro e foi impermeabilizada com material altamente resistente e utilizado para proteção dos foguetes da NASA. Esse material tem capacidade de sofrer uma variação térmica de menos 50ºC a 250ºC.


A maior parte do acervo é constituída pela Coleção João Sattamini. Esta coleção abrange um amplo espectro da arte contemporânea, tal qual veio se consolidando no Brasil a partir dos anos 50, como por exemplo: João Carlos Goldberg, Frans Krajcberg, Tomie Ohtake, Abraham Palatnik, Mira Schendel, Carlos Vergara, entre outros. 

 
Equipe de desenvolvimento: Jair Valera e Anna Elisa Niemeyer.
Fiscalização: Hans Müller.
Projeto Estrutural: Bruno Contarini.
Projeto Lumínico: Peter Gasper.
Projeto de mobiliário e ambientação: Anna Maria Niemeyer.

Fonte:
http://www.macniteroi.com.br/index.php?op=omac&mac_op=omac
http://www.macnit.com.br/

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Allianz Arena

 O estádio Allianz Arena foi inaugurado em 30 de maio de 2005, na cidade de Munique - Alemanha. O estádio simboliza dois grandes times de Munique, o FC Bayern e TSV 1860 München e é chamado de "Estádio dos Sentidos" pelos arquitetos idealizadores do projeto: Jacques Herzog e Pierre de Meuron. Foi sede do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2006. O exterior do estádio é formado por 2.874 almofadas de ar, anti-chamas, que podem ser iluminadas nas cores branca, vermelha e azul. O allianz Arena tem capacidade para 69.900 pessoas, em três níveis de arquibancada. Cada um dos assentos foi marcado à mão, antes de serem instalados.
 

O projeto prevê um eficiente sistema de evacuação de emergência, que permite a completa evacuação do estádio em cerca de 15 minutos. O estádio também oferece uma grande infra-estrutura com restaurantes, lanchonetes, cafeterias, creches, áreas temáticas, instalações especiais para a mídia, sala para conferências e escritórios e 104 camarotes, além de 4 telões de plasma. Para a Allianz, este projeto demonstra o compromisso social da empresa além das fronteiras com a Alemanha, através do apoio ao esporte. O custo estimado foi de €340 milhões de euros.
 
No dia 18 de junho de 2006, a seleção brasileira derrotou a Austrália por 2x0 nesse estádio. O estádio fica aberto durante o ano todo, pois em todos os seus sete níveis encontram-se centros comerciais.

Fontes: http://www.allianz.com.br/corporativo/patrocinios/patrocinio_esportivo/allianz_arena/index.asp

domingo, 20 de junho de 2010

Soccer City - África do Sul


Em clima de Copa do Mundo, voltamos às atividades aqui no blog! Hoje tem jogo do Brasil contra a Costa do Marfim no Soccer City, o estádio símbolo da Copa da África 2010. O estádio foi palco da abertura e abrigará a final do campeonato mundial. É o maior estádio de futebol da África do Sul. O Soccer City foi construído em 1987 e, para o mundial de 2010, foi parcialmente demolido para uma grande reforma, projetada pelos arquitetos sul-africanos: Boogertman Urban Edge & Partners. O estádio foi cenário do primeiro discurso de Nelson Mandela, após sua libertação em 1990. Em 1996, o estádio abrigou a Copa das Nações Africanas, na qual a África do Sul foi campeã, vencendo a Tunísia por 2x0. Localiza-se na cidade de Johannesburg, próximo ao Soweto e o Centro Nacional de Exposições. Quase 40% da população de Johannesburg vive no Soweto e arredores. 
 A reforma foi realizada de 2007 a 2009, renovando toda a fachada, piso superior, vestiário e iluminação. A planta do estádio Soccer City foi inspirada no formato de um vaso cerâmico tradicional daquela região, conhecido como "calabash". A fachada chama atenção por seus 17.000 painéis em concreto reforçado com fibra de vidro, nas cores terracota, vermelho e areia, inspirados na cerâmica tradicional africana. Possui capacidade para 94.700 espectadores. E vamos lá, BRASIL!!!

 
Fonte: http://www.fifa.com/worldcup/destination/stadiums/stadium=5007759/index.html