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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Shanghai World Financial Center



O SWFC (Shanghai World Financial Center) está localizado em Xangai, China, e possui 101 pavimentos e 3 subsolos. O projeto foi desenvolvido pelo escritório norte-americano Kohn Pederson Fox Associates. Com área de mais 381.600m², o primeiro projeto estrutural, foi realizado pela renomada empresa de engenharia inglesa Ove Arup, mas foi alterado pela Lera (Leslie E. Robertson Associates), escritório norte-americano (responsável pelo cálculo estrutural de construções famosas como as Torres Gêmeas). Um novo cálculo estrutural foi necessário pois, durante a obra, a altura do SWFC foi aumentada de 460 m para 492 m. Um sistema de amortecedores antivento no topo do edifício é o responsável pela redução de até 40% das oscilações causadas pela ação dos ventos. A torre conta com 91 elevadores, 8 exclusivos para a brigada de incêndio.


O pavimento-tipo possui 3.300m² de área, com 2,8m de pé-direito. Os escritórios (do 7º ao 77º andar) podem abrigar cerca de 12 mil pessoas. Do 79º ao 93º andar, funciona o Hotel Hyatt Group com 180 quartos de 60m² cada. Do 3º ao 5º pavimento existem instalações para conferências. A torre SWFC também abriga um shopping center com 13,60 mil m². Há um observatório no topo, com 472m de altura, e outro no 94º andar, que abriga shows e eventos. O arranha-céu ganhou o prêmio "Best Tall Building Overall", superando o Burj Dubai (edifício mais alto do mundo, ainda em construção), apesar de ter 142m a menos. O arquiteto William Pedersen e o desenvolvedor Minoru Mori foram contra as sugestões para adicionar uma espiral no topo a fim de superar o Taipei 101 o Freedom Tower. Mesmo assim, seu telhado é o mais alto do mundo, será o terceiro assim que a Burj Dubai e o Chicago Spire estejam terminados.


A abertura no topo era um círculo perfeito no projeto original, mas o desenho começou a gerar protestos por parte dos chineses, pois a forma remetia ao desenho da Bandeira do Japão. A forma trapezoidal atual substituiu o círculo, facilitando também a execução.


domingo, 22 de novembro de 2009

Sala São Paulo de Concertos



Instalada na antiga estação de trens da Estrada de Ferro Sorocabana, onde hoje abriga uma estação de metrô e o Complexo Cultural Júlio Prestes, a Sala São Paulo é sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. A revitalização do edifício de 1938, marcado pelo historicismo e pela ornamentação, buscou estabelecer um diálogo adequado com o espaço existente, atendendo a uma demanda da sociedade contemporânea com um novo uso. Além disso, promove a preservação do edifício tombado, por meio de sua ocupação. Em 1925, Christiano Stockler das Neves foi contratado para o projeto da “Estação da Estrada de Ferro Sorocabana”, utilizando um estilo historicista, com elementos clássicos e linhas conservadoras. A obra teve início em 26 de fevereiro de 1926, acompanhada pelo arquiteto durante o primeiro ano de execução. Mudanças administrativas levaram à interrupção da obra e, quando retomada posteriormente, novos conceitos foram adotados, sendo contrários ao projeto e à vontade do arquiteto, culminando em seu afastamento da obra em 1928. Finalmente, em 1938 e com severas mudanças com relação ao projeto original, a Estação é entregue ao público já com o nome de “Estação Júlio Prestes”.

 

A não-realização do grande hall no centro da estação foi um dos motivos que levaram à saída do arquiteto da coordenação da obra. Mesmo após disputas judiciais, que visavam a obrigatoriedade da conclusão da obra conforme o projeto original, o espaço idealizado para a circulação de passageiros ficou anos sem cobertura, ocupado por um jardim. Nos anos 90, foram feitas várias tentativas de restauração, mas que necessitavam de maior atenção e apoio governamental. Por outro lado, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), idealizada por Mário de Andrade e fundada por Souza Lima, ainda não possuía sede própria após cinqüenta anos de atividade. Buscando um local para este fim, vislumbrou-se que este local poderia ser a Estação Júlio Prestes. Curiosamente, o grande hall inacabado da estação possuía dimensões e formato semelhante a consagradas salas de concerto existentes. A indefinição de uma cobertura no local permitiu o desenvolvimento de recursos importantes para a acústica da Sala São Paulo. O grande hall inacabado, tão combatido pelo arquiteto Chistiano Stockler das Neves, viabilizou a adaptação a uma sala de concertos setenta anos mais tarde. A cobertura do grande hall foi finalmente construída seguindo as proporções do projeto original. O projeto de revitalização da estação iniciou-se ainda em 1995, com as obras tendo início em 1997. Assim, em 1998 foi inaugurada a Sala São Paulo de Concertos, sede da OSESP, além da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, no Complexo Cultural Júlio Prestes, por uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, com o então governador Mário Covas. A Estação Júlio Prestes foi transformada em um equipamento vivo, com intensa atividade artística. Alguns desafios, porém, estavam presentes, dentre eles a proximidade dos trilhos ainda ativos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A partir do hall da Sala São Paulo, é possível ver os passageiros chegando e saindo dos trens urbanos. Foram feitos diversos sistemas para o isolamento dos ruídos externos, como piso flutuante em toda a Sala, câmaras de ar, painéis com várias camadas de lã de vidro, entre outros recursos. A Sala possibilita a apresentação de qualquer tipo de concerto musical, devido à flexibilidade dos elementos arquitetônicos, como painéis, palco e forro móveis e vasta difusão sonora. O projeto foi elaborado pelo arquiteto Nelson Dupré, com a colaboração do engenheiro acústico e maestro Christopher Blair, o engenheiro Bernard Baudouin e José Augusto Nepomuceno, consultor de acústica. A empresa norte-americana Artec participou também do projeto acústico. A acústica ajustável é uma tendência dos últimos trinta anos. O projeto de salas de apresentações tem objetivado atender a uma amplitude de espetáculos diferentes. Na Sala São Paulo, para garantir a flexibilidade acústica, foram instaladas quinze placas móveis no forro, que permitem ajustar o volume da sala, alterando o tempo de reverberação. O espaço acima do forro também compõe o espaço acústico da sala, no qual as características acústicas podem ser sintonizadas por cortinas de veludo que são recolhidas ou esticadas em tirantes eletronicamente, conforme o ajuste sonoro que se queira dar à sala. No palco, há uma série de painéis que são absorventes sonoros de um lado e refletores do outro, permitindo que o maestro ajuste a absorção/ reflexão de acordo com sua preferência. A Sala São Paulo é marcada por uma grande quantidade de pequenas irregularidades, como os capitéis de colunas, figuras moldadas, recortes de paredes, os painéis do forro e as frentes dos balcões. Esses elementos (alguns deles faziam parte do projeto arquitetônico original da sala) foram explorados no projeto acústico para garantir excelente difusão sonora, aspecto fundamental na resposta acústica de salas para música. Com capacidade para 1500 pessoas, a Sala São Paulo tornou-se uma das melhores e mais importantes salas de concerto da América Latina.

 


Alguns depoimentos:
"Tenho orgulho de ter sido o impulsionador do corajoso gesto de dar ao Brasil uma das mais belas e perfeitas salas de concerto do mundo."
Maestro John Neschling
Diretor artístico da OSESP

"...a obra mais significativa da minha vida, ao sintetizar a experiência e conhecimentos de arquitetura e engenharia acumulados ao longo de minha existência profissional."
Nelson Dupré
Arquiteto

"...se você quer saber qual a melhor acústica que jáexperimentei, lá vai: Uma foi a do Concertgebouw de Amsterdã, onde se ouve até a respiração do melhor flautista do mundo...; e a outra foi a da Sala São Paulo de Concertos, uma acústica excelente..."
Alceo Bocchino
Maestro

Fontes:
DI MARCO, A. R., ZEIN, R. V. Sala São Paulo de Concertos. São Paulo, Alter Market, 2001.

OLIVEIRA, Lenine Vasconcellos de. Estudo da Acústica Ajustável da Sala São Paulo e sua Relação com Aspectos Musicais. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: COPPE/ Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2005.

www.salasaopaulo.com.br

domingo, 15 de novembro de 2009

Muralha da China



 
Também eleita uma das Novas maravilhas do mundo, a Muralha da China começou a ser construída por volta de 221 a.C., por ordem de Qin Shihuang, primeiro imperador chinês. Atravessa desertos e montanhas muito íngremes. Grandes blocos de pedra, com argamassa de barro foram os principais materiais construtivos. O objetivo dessa grandiosa obra era de impedir invasões de outros povos. Originalmente possuía três mil km de extensão. Atualmente estima-se que, após a dinastia Ming (1368-1644), a muralha chegou aos  8.850 km, atravessando quatro províncias (Hebei, Shanxi, Shaanxi e Gansu) e duas regiões autônomas (Mongólia e Ningxia). No século XVI, após não consegir conter inúmeras invasões, a Grande Muralha já não tinha mais sua função estratégica. 


 
Nos anos 1980, iniciou-se um programa de restauração muito criticado por ser levado sem o critério adequado, assim como o turismo praticado na região. A Grande Muralha é constituída de diversas estruturas como muros, torres, portais e fortes, cujos materiais empregados variam de acordo com a região do país, como tijolos, pedra, granito.  A altura média dos muros é de 7,5 metros, com 7m de largura na base e 6m no topo. Estima-se que haja mais de quarenta mil torres ao longo da grande muralha, com até 10m de altura, em que, no pavimento inferior, havia alojamento para soldados, além de depósitos e estábulos. Os fortes, com até 12m de altura, estavam em posições militarmente estratégicas, defendendo os portões de madeira.





Fonte: BBC

sábado, 7 de novembro de 2009

Kunsthaus Graz



Caracterizado por seu "formato bolha", o Kunsthaus Graz foi projetado por Peter Cook e Colin Fournier, além de outros arquitetos que compunham uma grande equipe, que venceram o concurso para o projeto do  museu e complexo cultural.  O conceito da "arquitetura blob" é reflexo do desenvolvimento da arquitetura após os anos 1990, uma expressão da totalidade do processo digital no projeto arquitetônico. A técnica de modelagem digital dos blobs é baseada na tecnologia B-spline surface modelling, que permite que curvas complexas possam ser modeladas precisamente. As superfícies NURBS (non-uniform rational B-splines) são uma representação unificada de várias superfícies que se inteceptam, como esfera, cones, cilindros, entre outras. A parametrização dessas superfícies permite a manipulação das formas em altos níveis de detalhamento, permitindo aos projetistas o uso de formas totalmente livres que poderão então ser construídas. O desenvolvimento deste espaço no qual não é possível diferenciar teto, parede e piso, dependeu da manipulação digital 3D das superfícies.


A informação necessária para a fabricação dos elementos curvos foi obtida por um minucioso detalhamento do modelo 3D. O modelo digital do Kunsthaus Graz começou como uma esfera, que foi sendo distorcida, com pontos controlados por parâmetros no programa Rhino 3D. O resultado final foi determinado pela otimização com relação à execução da obra e às condições estruturais.  O desenho final foi complementado por bicos de luz saindo da pele do edifício. A intenção era dar um aspecto "alienígena" ao museu, localizado na cidade de Graz, na Áustria.
 

O museu é ligado a um importante edifício histórico chamado Eisernes Haus, construído em 1848 de ferro pré-fabricado, o que era um edifício radical para a época. O Eisernes Haus serve de entrada principal para a galeria do Kunsthaus Graz, que foi inaugurado em 2003. O complexo foi concebido para abrigar exposições e produções artísticas conteporâneas multidisciplinares. São 11.100m² de área útil, com uma grande infra-estrutura para vários tipos de eventos, e estacionamento no subsolo. A espessura total da pele do edifício amebóide possui em torno de 90cm e é feita de acrílico azul-esverdeado. A vantagem de utilizar acrílico é que pode ser facilmente moldado pelo calor em temperaturas relativamente baixas, porém é imflamável, assim, várias medidas foram tomadas para precaução contra incêndios.



A fachada do Kunsthaus pode ser mudada eletrônicamente, pois contém vários tubos circulares de luz neon posicionadas unifomemente sob o acrílico, num total de 925 tubos florescentes. Este sistema é denominado BIX (Big Pixel), onde cada tubo funciona como um pixel controlado por computador, que cria animações abstratas, figuras e mensagens textuais, que podem acontecer em 20 quadros por segundo. Dessa maneira, a pele do edifício é usada para que o museu se comunique com a cidade e seja também plataforma para produções artísticas.


Fonte:  
SZALAPAJ, Peter. Contemporary Architecture and the Digital Design Process. Amsterdam: Elsevier, 2005.

domingo, 25 de outubro de 2009

Sydney Opera House



John Utzon foi o vencedor do concurso para a Sydney Opera House em janeiro de 1957, o que mais tarde lhe rendeu o prêmio Pritzker de arquitetura. Utzon se inspirou nos grandes exemplos da história, desde a arquitetura Maya até os monumentos orientais. É uma obra paradigmática da busca de uma nova expressividade da arquitetura moderna. Utzon queria isolar os auditórios da pele externa do edifício por razões acústicas e simbólicas. Também desejava suspender a sala de ópera e a sala de concertos na estrutura do teto, desenvolvendo um sistema de grandes vigas de madeira, formando uma ótima forma acusticamente. A maior dificuldade no desenvolvimento do projeto foi o projeto estrutural para as coberturas curvas. Foram seis anos de estudo para que a equipe do escritório de engenharia Ove Arup & Partners chegasse a uma solução estrutural para o que era então uma forma completamente nova para a cobertura das duas salas de concerto. O desafio era calcular o peso próprio das coberturas em concha, levando em conta o revestimento cerâmico, além de estabelecer uma relação entre as conchas externas e os tetos acústicos interiores.











De acordo com os croquis de Utzon, era praticamente impossível calcular uma geometria regular para tais estruturas. Peter Rice (Ove Arup) desenvolveu um software para fazer os cálculos geométricos, mas os resultados não agradavam ao arquiteto. Foi então que Utzon apresentou um novo desenho no qual todas as superfícies das coberturas eram geradas a partir de uma esfera simples, como 1/4 de uma laranja. A forma final demorou anos para ser completada e a tensão levou Utzon a abandonar o projeto, demitindo-se da direção da obra antes de terminá-la. O projeto final de 1963 mantinha a idéia escultórica inicial de Utzon, porém a estrutura inicial de dez conchas de concreto apoiadas umas sobre as outras se converteu em um sistema de estruturas autoportantes, com nervuras que se apoiam na base da plataforma de granito.
A Sydney Opera House é composta de salas de música e gravação, teatros, biblioteca, cinema, sala de exposições, restaurantes, camarins, cenários, sala de ópera, sala de concerto para 2690 espectadores, além dos foyers com lindas vistas para a baia de Sydney. As formas das coberturas expressam os valores simbólicos de velas de um grande barco ancorado na orla. Utzon foi considerado como o maior representante da terceira geração de modernistas. O complexo foi inaugurado em 1973, tornando-se um marco geográfico australiano.
 

 
 


Fontes:
MONTANER, Josep Maria. La modernidad superada: arquitectura, arte y pensamiento del siglo XX. 4. ed. Barcelona: Gustavo Gili, 2002.
SZALAPAJ, Peter. Contemporary Architecture and the Digital Design Process. Amsterdam: Elsevier, 2005.

sábado, 17 de outubro de 2009

Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou




O Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou foi concebido pelo arquiteto italiano Renzo Piano com a finalidade de comemorar o genuíno Kanak (também, Canaque), cultura da Nova Caledónia. Localizado em uma península de Nouméa, na Ilha de Nova Caledonia, Austrália, foi inaugurado em 1998. O centro é composto de 10 unidades de diferentes tamanhos e funções, com a forma de concha posicionada verticalmente, assemelhando-se às tendas tradicionais da Nova Caledônia. Sua aparência de inacabado é um lembrete de que a cultura Kanak ainda está em processo de formação. A ilha reside entre muita controvérsia política, foi sujeita à ocupação francesa por mais de 100 anos. O seu líder cultural Jean-Marie Tjibaou tinha como objetivo fomentar a independência Kanak, sendo porém assassinado por um extremista, em 1989. Tjibaou tinha a preocupação de que sua comunidade valorizasse suas raizes e tradições, ao mesmo tempo em que fosse aberta para a cultura mundial.


Piano desenvolveu o projeto com consultas à população local, aprendendo com a cultura e a natureza. O arquiteto procurou refletir no projeto, as tradições da cultura Kanak, tanto na funcionalidade quanto na aparência. Inspirado pela tradição, o Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou foi construído com tecnologia moderna, em madeira laminada colada, estruturada por tubos de aço inoxidável. A estrutura foi feita para resistir a furacões e terremotos. O complexo resistiu inclusive ao ciclone Erika. As conchas estão agrupadas de três em três, como se fosse um povoado. A concha mais alta possui 28m. Os caminhos para os pedestres os levam ao contato com a flora local e seus significados míticos, muito fortes na cultura Kanak. Os telhados planos de vidro e aço inoxidável são apoiados em colunas de Iroko (madeira local). Os volumes definidos por grelhas de madeira e vidro na base das paredes compõem o sistema de resfriamento passivo. As estruturas verticais e horizontais modificam o efeito dos ventos e as condições internas. As grelhas podem ser abertas ou fechadas, conforme a direção e velocidade do vento e o ar interno é então expelido pela parte mais alta do teto. Ao passar pelo edifício, o vento produz um som que representa os sons da floresta e das vilas Kanaks.






domingo, 11 de outubro de 2009

Capela Nossa Senhora Aparecida

Texto: Kátia Kintschner


Assim como toda obra desse blog tem uma história, essa obra também tem, além de uma bonita história a  Capela Nossa Senhora Aparecida se inclui na galeria de obras fascinantes pela sua singelidade e beleza. A princípio, a idéia que chegou é que em Jaraguari (cidade próxima a Campo Grande-MS) existia uma fazenda chamada Fazenda Nossa Senhora Aparecida, onde acontece todos os anos a romaria no dia 12 de outubro. Os donos da fazenda, muito devotos à Maria, gostariam de ter um lugar para colocar a imagem e homenageá-la. O que de início poderia ser um “puxadinho”, com telha de fibrocimento e na simplicidade que deveria ser seguida, foi pensado que afinal a mãe de Jesus mereceria algo mais especial. E assim sugiram os primeiros “rabiscos” do que poderia ser uma capela.


E mesmo sem conhecer a fazenda e os donos, foi-se pensando no que Nossa Senhora mereceria, mesmo com escassos recursos, grande parte doado. O pessoal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, os professores José Francisco e Sandra coordenaram os trabalhos, doando vários finais de semana de suas vidas, assim como todos os voluntários e amigos, se dedicaram cerca de 1 ano até concluir a obra, que foi inaugurada dia 12 de outubro de 2007.


Cada pedacinho do mosaico feito demandou tempo, mas também inspiração e meditação. Ao ver a arquiteta esboçar na parede do altar, com um pedaço de carvão, o desenho que seria finalizado com mosaico, a dona da imagem exclamou surpresa que traçara o mesmo desenho para o manto que bordaria para a N. Senhora! Coincidências explicadas pela fé e pelo amor a N. Senhora que abre nossos caminhos, nos inspira e nos protege.

 

 
 
Parabéns querida padroeira do Brasil!
12/10/09

domingo, 4 de outubro de 2009

Bahrain World Trade Center




O Bahrain World Trade Center é um edifício comercial cujo projeto mescla uma estética marítima com a sustentabilidade,  através da silhueta de um veleiro, formado pelas duas torres que foram especialmente desenhadas para captar o vento da maneira mais otimizada possível, em direção às três hélices, como um funil. Foi utilizado um túnel de vento para simulações durante o projeto, assegurando que qualquer vento que chegasse a 45º de cada lado do eixo central do edifício criasse um fluxo de vento que continua perpendicular às turbinas. Isso aumentou significativamente o potencial de geração de energia. As três turbinas de 29m de diâmetro foram concebidas para prover de 11 a 15% da energia para as duas torres (1,1 a 1,3GWh por ano). Desenvolvido pelo escritório de arquitetura Atkins, foram utilizadas tecnologias já existentes, com o mínimo de modificações, para que o custo das turbinas fosse viável (3,5% do custo da obra). As torres possuem 240m de altura, distribuidos em 50 pavimentos.
Foram construídas em 2008, sendo o arranha-céu pioneiro em utilizar turbinas para a produção de energia. As torres são ligadas por três pontes de 30m, que também sustentam cada turbina de 225KW, totalizando 675KW de energia eólica (veja as turbinas girando no video logo abaixo). O BWTC está localizado no Reino de Bahrain, na cidade de Manãma (ilha próxima a Qatar, pertinho de Dubai). Recebeu inúmeras premiações internacionais por seu comprometimento com o meio ambiente como reconhecimento do público aos indivíduos e empresas que alcançaram o mais alto padrão de sustentabilidade através do projeto e da construção civil.




colaboração: Rafael Bruno Almeida

domingo, 27 de setembro de 2009

Robson Square





 O arquiteto canadense Arthur Erickson  chegou a ser convidado para trabalhar com Frank Lloyd Wright. Mas escolheu viajar pelo mundo, recusando assim uma tão honrada proposta. Faleceu em maio de 2009, foi o maior nome da produção moderna canadense, deixando um importante legado arquitetônico de mais de cinqüenta anos de carreira, aos 84 anos de idade. De todos os seus grandes edifícios, essa escada com rampa integrada é a que mais me impressiona. Representa a perfeita integração entre técnica, beleza e funcionalidade, permitindo o acesso universal em um espaço público. Já dizia Mies Van Der Rohe: "Deus está nos detalhes." Robson Square é um marco cívico na cidade de Vancouver, Canadá. Uma praça modernista, circundada de tribunais de Fórum, edifícios governamentais e uma galeria de arte. Uma pista de patinação no gelo ao ar livre está em um nível inferior que se estende abaixo da Robson Square e se conecta ao outro lado da Vancouver Art Gallery, que foi renovada como parte do projeto. No nível inferior também está um campus da Universidade British Columbia, além de restaurantes, cinemas, teatro, salas de conferências, entre outros atrativos. Os edifícios são interligados pela tri-dimensional Robson Square. O concreto foi o principal material utilizado, suavizado pelo projeto paisagístico, junto com as fontes e quedas d'água que mascaram os ruídos do centro de Vancouver.
O projeto paisagistico é de Cornelia Oberlander. O complexo inteiro custou em torno de U$139 milhões. Os edifícios governamentais foram finalizados em 1978, os Fóruns em 1979 e a renovação completa com a galeria de arte em 1983, uma década após o término dos projetos.