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domingo, 27 de setembro de 2009

Robson Square





 O arquiteto canadense Arthur Erickson  chegou a ser convidado para trabalhar com Frank Lloyd Wright. Mas escolheu viajar pelo mundo, recusando assim uma tão honrada proposta. Faleceu em maio de 2009, foi o maior nome da produção moderna canadense, deixando um importante legado arquitetônico de mais de cinqüenta anos de carreira, aos 84 anos de idade. De todos os seus grandes edifícios, essa escada com rampa integrada é a que mais me impressiona. Representa a perfeita integração entre técnica, beleza e funcionalidade, permitindo o acesso universal em um espaço público. Já dizia Mies Van Der Rohe: "Deus está nos detalhes." Robson Square é um marco cívico na cidade de Vancouver, Canadá. Uma praça modernista, circundada de tribunais de Fórum, edifícios governamentais e uma galeria de arte. Uma pista de patinação no gelo ao ar livre está em um nível inferior que se estende abaixo da Robson Square e se conecta ao outro lado da Vancouver Art Gallery, que foi renovada como parte do projeto. No nível inferior também está um campus da Universidade British Columbia, além de restaurantes, cinemas, teatro, salas de conferências, entre outros atrativos. Os edifícios são interligados pela tri-dimensional Robson Square. O concreto foi o principal material utilizado, suavizado pelo projeto paisagístico, junto com as fontes e quedas d'água que mascaram os ruídos do centro de Vancouver.
O projeto paisagistico é de Cornelia Oberlander. O complexo inteiro custou em torno de U$139 milhões. Os edifícios governamentais foram finalizados em 1978, os Fóruns em 1979 e a renovação completa com a galeria de arte em 1983, uma década após o término dos projetos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pavilhão Philips



Em 1956, o arquiteto Le Corbusier é convidado pela empresa Philips para participar no projeto de um pavilhão de exposições da Feira Mundial de Bruxelas no ano de 1958, no qual luz, som, cor e ritmo seriam os meios de expressão que emergeriam do edifício. O objetivo era divulgar a tecnologia Philips dos produtos relacionados à luz e ao som. Le Corbusier propõe: "Não farei uma fachada para Philips, farei um poema eletrônico".

Foram elaborados também, além do edifício, um Poema Eletrônico, uma música, ambientes iluminados com cores, e projeção de imagens nas paredes curvas. Essas imagens mostravam eventos importantes na história da humanidade: os sucessos, os fracassos, a natureza, o homem e seu entorno, a ciência e a tecnologia. O Poema tinha duração de 8 minutos e todos os meios audiovisuais interagiam com a forma física do pavilhão, em uma mistura que torna o Poema irrepetível sem a presença do pavilhão.
A música foi feita com sistemas de reverberação e efeitos de estereofonia, e foi, na história da música, a primeira tentativa de simulação do movimento das fontes sonoras pelo espaço do pavilhão. O Poema Eletrônico, a música e as imagens, foram criados para o pavilhão, e o pavilhão concebido para o Poema, para a música e as imagens.

Le Corbusier utilizava metáforas para explicar o pavilhão: uma garrafa, projetada para conter um espetáculo; e um estômago, um tubo orgânico que permite a entrada e saída por extremos opostos. Sobre esse "estômago" traçado em planta, o volume da "garrafa" foi feito mediante oito superfícies de parabolóides hiperbólicos que se interceptavam em um volume que se identifica através de três vértices de concreto, com alturas de 13m, 18,5m  e 20,5m. O pavilhão possuía capacidade para 500 pessoas por apresentação.
A arquitetura do pavilhão não pode ser entendida sem os meios eletrônicos que foram circunstanciais para sua concepção. O edifício foi desmanchado em 1959, alguns meses após o término da feira.
Colaboradores do projeto: Jean Petit, o engenheiro Iannis Xenakis, o compositor Edgar Varèse e o cineasta Philippe Agostini.

Fonte: SORIANO, Susana Moreno. Arquitectura y Música en el siglo XX. Barcelona: Fundación Caja de Arquitectos, 2008.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Casa da Cascata


A família Kaufmanns queria uma casa moderna nas montanhas e para isso contratou o arquiteto Frank Loyd Wright. Eles achavam que iriam ter uma bela vista da cascata que havia no terreno. Wright decidiu que a cascata faria parte da casa. Foi grande a surpresa quando viram o projeto pela primeira vez. A casa seria feita sobre a cascata! O arquiteto queria que a cascata fizesse parte da vida deles e que não tivessem apenas um vista da queda d'água.
A "Fallingwater House" foi então construída entre 1936 e 1939. Acho que hoje seria um crime ambiental! 
Diz a lenda que os operários tiveram medo de tirar as escoras da laje da Casa da Cascata pois temiam que ela viesse abaixo. Assim o próprio Frank Loyd Wright teve que retirá-las com as próprias mãos.

sábado, 12 de setembro de 2009

Casa Batlló


Dependendo da imaginação, parece até filme de terror! Mas é uma das grandes e inusitadas obras do Arquiteto catalão Antonio Gaudí (1852-1926).
A influência das formas da natureza é  muito forte no conjunto da obra arquitetônica de Gaudí. Dizia-se um copiador das mais perfeitas formas criadas pelo "grande Arquiteto do mundo". A geometria, a estrutura, as formas abstratas de seus projetos fazem com que não seja possível classificar Gaudí em nenhum estilo ou ordem. É atemporal e livre de qualquer tendência estilística. (acho que ele inspirou o Castelo Rá-Tim-Bum)


Por volta de 1900, Gaudí é contratado pelo proprietário Don José Batlló Casanovas para a reforma de sua casa, em Barcelona, Espanha, que ficou pronta em 1906. O edifício chama atenção pelos inúmeros detalhes, tanto na fachada quanto no interior. As ondulações dos terraços lembram os ossos de um crânio, por isso a Casa Batlló também é conhecida como a "Casa dos Ossos". O telhado irregular e exuberante possui revestimento em mosaicos, característica bastante presente nas obras de Gaudí. (clique nas fotos para ampliá-las)
Para conhecer mais: http://www.casabatllo.es

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Templo Lotus

Essa obra foi terminada em 1986, ganhou inúmeros prêmios de arquitetura, é recorde de visitações, e  eu ainda não conhecia! Blogando e aprendendo! Localizada em Delhi, Índia, o Templo Lotus foi idealizado a partir da flor de Lotus, que para o povo indiano representa pureza e paz, uma manifestação de Deus. É um templo aberto a toda fé, que já recebeu mais de 50 milhões de visitantes. Fariborz Sahba, arquiteto canadense, demorou 10 anos no desenvolvimento do projeto, uma das mais complicadas obras do mundo.
A estrutura é composta de três fileiras de nove pétalas de concreto revestido em mármore. As duas primeiras fileiras curvam para dentro, abraçando a cúpula interna; a terceira camada curva pra fora, compondo coberturas para as nove entradas do templo. Nove espelhos d'água ao redor do templo sugerem as folhas da flor de lotus. A proximidade das pétalas foi uma das dificuldades durante a obra. Com espessura de 6 a 18cm, as pétalas foram concretadas em uma operação contínua, que durou aproximadamente 48 horas. O concreto era carregado por mulheres indianas equilibrando cestas sobre suas cabeças.

O sistema de resfriamento e ventilação são baseados nas técnicas indianas tradicionais, em que o ar é resfriado ao passar por fontes e superfícies de água, entrando por aberturas no porão, até o corredor central, e sai pela parte superior da cúpula. Durante a estação úmida, um conjunto de exaustores no porão recicla o ar da sala principal.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tenerife Concert Hall

Santiago Calatrava é um dos meu arquitetos favoritos! Com certeza o blog terá muitas postagens sobre ele.
Espanhol, é arquiteto, pós graduado em urbanismo e em engenharia civil, Ph.D. em ciências técnicas do instituto de tecnologia federal suíço, e doutorado honorário das universidades: Politécnica de Valença, universidade de Sevilha, universidade de Heriot-Watt em Edimburgo, em Scotland, e da escola de engenharia de Milwaukee. As soluções técnicas de seus projetos são notavelmente simples e elegantes, inspiradas na natureza,com grande conhecimento de estrutura.
 
O Tenerife Concert Hall, em Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias, na Espanha, conecta a cidade ao oceano, criando uma marca urbana. A cobertura cresce a partir da base como a crista de uma onda, com 58 metros de altura sobre o auditório principal, até reduzir-se a um ponto. A asa foi projetada para ser apoiada em apenas cinco pontos. O edifício em si tornou-se um evento, trazendo admiradores de arquitetura a Tenerife. Com 6.741 m², foi inaugurado em 2003.

China Central Television (CCTV)

O projeto da sede da China Central Television é atualmente o maior projeto do OMA (Office for Metropolitan Architecture), escritório de Rem Koolhaas. Foi feito em parceria com o arquiteto alemão Ole Scheeren. Formado por duas torres interligadas, o edifício quebra o paradigma dos arranha-céus, criando um novo estilo. Ao invés de competir em altura, CCTV proporciona uma verdadeira experiência tri-dimensional.
Será permitida a visitação do público no edifício que ficará pronto em outubro de 2009. Elaborado em 2002, o projeto compreende o total de 473 mil m², num terreno de 20 hectares e tem um orçamento de 850 milhões de Euros.
O edifício consolida suas atividades em 54 pavimentos em um fluxo continuo, “uma corrente de interdependência que promove solidariedade ao invés de isolamento, colaboração ao invés de oposição”.
Como uma evolução da “planta–livre” de Le Corbusier, a metodologia projetual do arquiteto Rem Koolhaas propõe o “corte-livre”, buscando o “estado fluído” no interior do edifício.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Taj Mahal



Aproveitando a última semana da novela Caminho das Índias, escolhi o Taj Mahal para inaugurar o blog pois, mesmo após 357 anos, é uma obra que ainda encanta. Além disso, é considerada a maior prova de amor do mundo. O Taj Mahal é Patrimônio da Humanidade e foi escolhido como uma das 7 novas maravilhas do mundo. Foi construído pelo imperador Shan Jahan, em homenagem a sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, que morreu após dar a luz ao seu 14º filho. O Taj Mahal foi construído sobre o seu túmulo, na cidade de Agra, na Índia, e ficou pronto em 1652, após 22 anos de construção.
A arquitetura é marcada pela perfeita simetria, coroada com uma cúpula de 35 metros de altura, que lembra uma pérola, fazendo referência à imagem de Maomé do trono de Deus. Trechos do Corão são escritos com letras incrustadas com quartzo opaco sobre os painéis de mármore branco. Foi projetado por várias pessoas, dentre eles Ustad Isa, Isa Muhammad Effendi. Puru de Benarus era o arquitecto supervisor. A cúpula principal foi desenhada por Ismail Khan do Império Otomano. Qazim Khan moldou o finial (remate ornamentado das cúpulas) de ouro maciço que coroa a cúpula principal. Chiranjilal foi o escultor chefe e responsável pelos mosaicos. Amanat Khan foi o responsável da caligrafia; Muhammad Hanif foi o capataz de maçonaria (arte de trabalhar a pedra). Mir Abdul Karim e Mukkarimat Khan de Shiraz supervisionaram as finanças e a gestão da produção diária. Eram mais de 20 mil trabalhadores indianos.
Após sua construção, o poder mogol estava em declínio e o projeto consumiu muito da riqueza do reino. O mausoléu é revestido de mármore branco, com detalhes em pedras preciosas e fios de ouro. Triste, o imperador acabou se afastando dos assuntos que regiam o Estado, o que facilitou para que seu filho, Aurangzeb, armasse um golpe, tomando o poder. O filho prendeu o pai em um forte, onde Shah Jahan passou seus últimos anos contemplando através de uma janela o memorial de sua esposa, o magnífico Taj Mahal.