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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pavilhão Philips



Em 1956, o arquiteto Le Corbusier é convidado pela empresa Philips para participar no projeto de um pavilhão de exposições da Feira Mundial de Bruxelas no ano de 1958, no qual luz, som, cor e ritmo seriam os meios de expressão que emergeriam do edifício. O objetivo era divulgar a tecnologia Philips dos produtos relacionados à luz e ao som. Le Corbusier propõe: "Não farei uma fachada para Philips, farei um poema eletrônico".

Foram elaborados também, além do edifício, um Poema Eletrônico, uma música, ambientes iluminados com cores, e projeção de imagens nas paredes curvas. Essas imagens mostravam eventos importantes na história da humanidade: os sucessos, os fracassos, a natureza, o homem e seu entorno, a ciência e a tecnologia. O Poema tinha duração de 8 minutos e todos os meios audiovisuais interagiam com a forma física do pavilhão, em uma mistura que torna o Poema irrepetível sem a presença do pavilhão.
A música foi feita com sistemas de reverberação e efeitos de estereofonia, e foi, na história da música, a primeira tentativa de simulação do movimento das fontes sonoras pelo espaço do pavilhão. O Poema Eletrônico, a música e as imagens, foram criados para o pavilhão, e o pavilhão concebido para o Poema, para a música e as imagens.

Le Corbusier utilizava metáforas para explicar o pavilhão: uma garrafa, projetada para conter um espetáculo; e um estômago, um tubo orgânico que permite a entrada e saída por extremos opostos. Sobre esse "estômago" traçado em planta, o volume da "garrafa" foi feito mediante oito superfícies de parabolóides hiperbólicos que se interceptavam em um volume que se identifica através de três vértices de concreto, com alturas de 13m, 18,5m  e 20,5m. O pavilhão possuía capacidade para 500 pessoas por apresentação.
A arquitetura do pavilhão não pode ser entendida sem os meios eletrônicos que foram circunstanciais para sua concepção. O edifício foi desmanchado em 1959, alguns meses após o término da feira.
Colaboradores do projeto: Jean Petit, o engenheiro Iannis Xenakis, o compositor Edgar Varèse e o cineasta Philippe Agostini.

Fonte: SORIANO, Susana Moreno. Arquitectura y Música en el siglo XX. Barcelona: Fundación Caja de Arquitectos, 2008.

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