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sábado, 17 de outubro de 2009

Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou




O Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou foi concebido pelo arquiteto italiano Renzo Piano com a finalidade de comemorar o genuíno Kanak (também, Canaque), cultura da Nova Caledónia. Localizado em uma península de Nouméa, na Ilha de Nova Caledonia, Austrália, foi inaugurado em 1998. O centro é composto de 10 unidades de diferentes tamanhos e funções, com a forma de concha posicionada verticalmente, assemelhando-se às tendas tradicionais da Nova Caledônia. Sua aparência de inacabado é um lembrete de que a cultura Kanak ainda está em processo de formação. A ilha reside entre muita controvérsia política, foi sujeita à ocupação francesa por mais de 100 anos. O seu líder cultural Jean-Marie Tjibaou tinha como objetivo fomentar a independência Kanak, sendo porém assassinado por um extremista, em 1989. Tjibaou tinha a preocupação de que sua comunidade valorizasse suas raizes e tradições, ao mesmo tempo em que fosse aberta para a cultura mundial.


Piano desenvolveu o projeto com consultas à população local, aprendendo com a cultura e a natureza. O arquiteto procurou refletir no projeto, as tradições da cultura Kanak, tanto na funcionalidade quanto na aparência. Inspirado pela tradição, o Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou foi construído com tecnologia moderna, em madeira laminada colada, estruturada por tubos de aço inoxidável. A estrutura foi feita para resistir a furacões e terremotos. O complexo resistiu inclusive ao ciclone Erika. As conchas estão agrupadas de três em três, como se fosse um povoado. A concha mais alta possui 28m. Os caminhos para os pedestres os levam ao contato com a flora local e seus significados míticos, muito fortes na cultura Kanak. Os telhados planos de vidro e aço inoxidável são apoiados em colunas de Iroko (madeira local). Os volumes definidos por grelhas de madeira e vidro na base das paredes compõem o sistema de resfriamento passivo. As estruturas verticais e horizontais modificam o efeito dos ventos e as condições internas. As grelhas podem ser abertas ou fechadas, conforme a direção e velocidade do vento e o ar interno é então expelido pela parte mais alta do teto. Ao passar pelo edifício, o vento produz um som que representa os sons da floresta e das vilas Kanaks.






Um comentário:

  1. Com toda certeza eu afirmaria que é uma obra em ainda em construção. Caso a intenção era essa mesmo, conseguiram!
    Bjs Rê

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