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sábado, 7 de novembro de 2009

Kunsthaus Graz



Caracterizado por seu "formato bolha", o Kunsthaus Graz foi projetado por Peter Cook e Colin Fournier, além de outros arquitetos que compunham uma grande equipe, que venceram o concurso para o projeto do  museu e complexo cultural.  O conceito da "arquitetura blob" é reflexo do desenvolvimento da arquitetura após os anos 1990, uma expressão da totalidade do processo digital no projeto arquitetônico. A técnica de modelagem digital dos blobs é baseada na tecnologia B-spline surface modelling, que permite que curvas complexas possam ser modeladas precisamente. As superfícies NURBS (non-uniform rational B-splines) são uma representação unificada de várias superfícies que se inteceptam, como esfera, cones, cilindros, entre outras. A parametrização dessas superfícies permite a manipulação das formas em altos níveis de detalhamento, permitindo aos projetistas o uso de formas totalmente livres que poderão então ser construídas. O desenvolvimento deste espaço no qual não é possível diferenciar teto, parede e piso, dependeu da manipulação digital 3D das superfícies.


A informação necessária para a fabricação dos elementos curvos foi obtida por um minucioso detalhamento do modelo 3D. O modelo digital do Kunsthaus Graz começou como uma esfera, que foi sendo distorcida, com pontos controlados por parâmetros no programa Rhino 3D. O resultado final foi determinado pela otimização com relação à execução da obra e às condições estruturais.  O desenho final foi complementado por bicos de luz saindo da pele do edifício. A intenção era dar um aspecto "alienígena" ao museu, localizado na cidade de Graz, na Áustria.
 

O museu é ligado a um importante edifício histórico chamado Eisernes Haus, construído em 1848 de ferro pré-fabricado, o que era um edifício radical para a época. O Eisernes Haus serve de entrada principal para a galeria do Kunsthaus Graz, que foi inaugurado em 2003. O complexo foi concebido para abrigar exposições e produções artísticas conteporâneas multidisciplinares. São 11.100m² de área útil, com uma grande infra-estrutura para vários tipos de eventos, e estacionamento no subsolo. A espessura total da pele do edifício amebóide possui em torno de 90cm e é feita de acrílico azul-esverdeado. A vantagem de utilizar acrílico é que pode ser facilmente moldado pelo calor em temperaturas relativamente baixas, porém é imflamável, assim, várias medidas foram tomadas para precaução contra incêndios.



A fachada do Kunsthaus pode ser mudada eletrônicamente, pois contém vários tubos circulares de luz neon posicionadas unifomemente sob o acrílico, num total de 925 tubos florescentes. Este sistema é denominado BIX (Big Pixel), onde cada tubo funciona como um pixel controlado por computador, que cria animações abstratas, figuras e mensagens textuais, que podem acontecer em 20 quadros por segundo. Dessa maneira, a pele do edifício é usada para que o museu se comunique com a cidade e seja também plataforma para produções artísticas.


Fonte:  
SZALAPAJ, Peter. Contemporary Architecture and the Digital Design Process. Amsterdam: Elsevier, 2005.

2 comentários:

  1. muito loko essa arquitetura... pena que esses tipos de tecnologias ainda não explodiram no Brasil... mas a gente chega lá né não

    Estudante de Arquitetura

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