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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Allianz Arena

 O estádio Allianz Arena foi inaugurado em 30 de maio de 2005, na cidade de Munique - Alemanha. O estádio simboliza dois grandes times de Munique, o FC Bayern e TSV 1860 München e é chamado de "Estádio dos Sentidos" pelos arquitetos idealizadores do projeto: Jacques Herzog e Pierre de Meuron. Foi sede do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2006. O exterior do estádio é formado por 2.874 almofadas de ar, anti-chamas, que podem ser iluminadas nas cores branca, vermelha e azul. O allianz Arena tem capacidade para 69.900 pessoas, em três níveis de arquibancada. Cada um dos assentos foi marcado à mão, antes de serem instalados.
 

O projeto prevê um eficiente sistema de evacuação de emergência, que permite a completa evacuação do estádio em cerca de 15 minutos. O estádio também oferece uma grande infra-estrutura com restaurantes, lanchonetes, cafeterias, creches, áreas temáticas, instalações especiais para a mídia, sala para conferências e escritórios e 104 camarotes, além de 4 telões de plasma. Para a Allianz, este projeto demonstra o compromisso social da empresa além das fronteiras com a Alemanha, através do apoio ao esporte. O custo estimado foi de €340 milhões de euros.
 
No dia 18 de junho de 2006, a seleção brasileira derrotou a Austrália por 2x0 nesse estádio. O estádio fica aberto durante o ano todo, pois em todos os seus sete níveis encontram-se centros comerciais.

Fontes: http://www.allianz.com.br/corporativo/patrocinios/patrocinio_esportivo/allianz_arena/index.asp

domingo, 20 de junho de 2010

Soccer City - África do Sul


Em clima de Copa do Mundo, voltamos às atividades aqui no blog! Hoje tem jogo do Brasil contra a Costa do Marfim no Soccer City, o estádio símbolo da Copa da África 2010. O estádio foi palco da abertura e abrigará a final do campeonato mundial. É o maior estádio de futebol da África do Sul. O Soccer City foi construído em 1987 e, para o mundial de 2010, foi parcialmente demolido para uma grande reforma, projetada pelos arquitetos sul-africanos: Boogertman Urban Edge & Partners. O estádio foi cenário do primeiro discurso de Nelson Mandela, após sua libertação em 1990. Em 1996, o estádio abrigou a Copa das Nações Africanas, na qual a África do Sul foi campeã, vencendo a Tunísia por 2x0. Localiza-se na cidade de Johannesburg, próximo ao Soweto e o Centro Nacional de Exposições. Quase 40% da população de Johannesburg vive no Soweto e arredores. 
 A reforma foi realizada de 2007 a 2009, renovando toda a fachada, piso superior, vestiário e iluminação. A planta do estádio Soccer City foi inspirada no formato de um vaso cerâmico tradicional daquela região, conhecido como "calabash". A fachada chama atenção por seus 17.000 painéis em concreto reforçado com fibra de vidro, nas cores terracota, vermelho e areia, inspirados na cerâmica tradicional africana. Possui capacidade para 94.700 espectadores. E vamos lá, BRASIL!!!

 
Fonte: http://www.fifa.com/worldcup/destination/stadiums/stadium=5007759/index.html

sábado, 20 de março de 2010

California Academy of Science

Após dez anos de planejamento, a Academia de Ciências da Califórnia foi inaugurada em setembro de 2008. O arquiteto italiano Renzo Piano projetou o complexo que abriga um aquário, o museu de História Natural, o planetário e um centro de referência para pesquisa e programas educacionais. Há uma verdadeira floresta dentro do edifício. Concebido para promover encontros e estimular a interatividade, o espaço segue princípios da arquitetura sustentável: o aço é reciclável, a energia vem, em grande parte, de painéis solares e o teto verde recebeu espécies nativas da Califórnia. Um telhado vivo, ondulado com colinas, se integra àpaisagem do Parque Golden Gate em São Francisco. As espécies escolhidas para o teto vivo são auto-propagáveis, toleram vento e maresia.  

"É como se estivéssemos elevando um pedaço do parque e colocando um prédio embaixo”, explica o arquiteto. Ali está um dos maiores museus de corais do mundo. São quase 10 mil m² e 500 milhões de dólares gastos.As clarabóias se abrem automaticamente em dias quentes, para liberar o calor do interior do edifício, controlado por um sofisticado sistema de sensores atmosféricos. Placas coletoras de energia solar foram instaladas entre as colinas, com quase 60 mil células fotovoltaicas. Estações metereológicas no teto monitoram a velocidade do vento, umidade, temperatura para auxiliar na informação para o sistema de ventilação passiva. A sustentabilidade foi o requisito mais importante do edifício. A escolha dos materiais de construção foi minuciosa, assim como o sistema de aproveitamento de água, que promove a irrigação do teto, escoando o excesso para o parque. A estrutura também foi projetado para resistir a abalos sísmicos. O edifício possui a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) no nível Platina, o mais alto certificado de edifícios verdes.
    * 90% de todo o material de demolição dos prédios antigos do local foram reciclados;
    * 32 mil toneladas de areia retirada para fundação foram utilizadas na restauração de dunas em São Francisco;
    * 95% de todo o aço utilizado é proveniente de fontes reclicladas;
    * 50% da madeira foi colhida de reflorestamentos;
    * 68% do isolamento foi produzido com jeans reciclado;
    * 90% dos espaços possuem iluminação e ventilação naturais;
    * 30% a menos de consumo de energia.  


Fonte:
http://casa.abril.com.br/noticias/noticias_393117.shtml
http://www.calacademy.org/academy/building/sustainable_design/

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Orbis Hall

O Orbis Hall é um espaço construído dentro do Kobe Fashion Plaza, para abrigar eventos de todos os tipos, desde concertos musicais, shows, palestras, cinema, show de moda, teatro, festas e exposições. O prédio abriga uma grande variedade de eventos além de ser fonte de informação e mídia para a comunidade. O tema para o projeto arquitetônico era a moda. Assim como a moda vai e volta no tempo, a arquitetura do complexo procura expressar a passagem do tempo, com a criação de um nível mais baixo com a aparência de antigas ruínas, acima das quais um moderno edifício foi construído. Uma escada em espiral representa a periodicidade da moda e a seção em cruz atravessando uma passagem repetitiva passa a idéia da moda sendo influenciada pelo movimento de pessoas. O conceito de passagem do tempo pelo passado presente e futuro é simbolizado também na forma arquitetônica de um disco voador, como uma nave espacial voando pelo tempo e espaço. Ainda, a infinita repetição da moda é expressa pelo layout da planta, compondo o símbolo do infinito ( ∞ ). A forma circular sempre fascinou arquitetos desde a antiguidade, porém esse formato causa muitos problemas acústicos como focalização sonora, ecos e o efeito de galeria acústica. O objetivo do projeto de condicionamento acústico era a correção dos problemas acústicos devido à forma circular, sem interferir nas intenções e conceitos arquitetônicos do hall. Dessa forma, os profissionais que trabalharam no projeto acústico tiveram cuidado em considerar tanto os fatores temporais, quanto os espaciais, pois o ser humano percebe os sons utilizando os dois lados do cérebro: o lado esquerdo para o entendimento temporal e o lado direito para a percepção espacial. Para que o espaço permitisse essa grande diversidade de usos, foi elaborado um sistema de piso móvel, com todos os assentos removíveis. Existem dois tipos de assentos: um pode ser estocado no espaço abaixo do piso e o outro tipo possui rodinhas, podendo ser movido até o depósito, o que proporciona cinco diferentes modelos de layouts. 
Para eliminar o efeito de galeria acústica, provocado pelo formato circular, em que o som caminha pelas paredes, uma solução criativa foi empregada: uma sala para crianças pequenas e suas mães, medindo 3,0x4,20m foi feita bem de frente ao palco, interrompendo a continuidade da forma circular do ambiente. O teto abobadado exigiu a preocupação com a focalização sonora. Painéis difusores de diversos tamanhos foram instalados para desfazer a focalização do som. Um grande painel de 9m, e raio 26m, foi instalado na área central. Próximo ao centro, foram instalados diversos painéis menores, com 0,9 m, 1,275 m e 1,5 m de diâmetro, assimetricamente. Os difusores menores foram posicionados no centro do teto para obter reflexões das altas freqüências, por causa da direção apropriada dos refletores para os ouvintes. Os painéis grandes são eficazes para as baixas freqüências, proporcionando grandes ângulos de reflexão para a platéia. O painel difusor maior foi posicionado logo acima do palco, fora do centro do domo do teto. Todo o equipamento de produção e iluminação pode ser pendurado nele. Além de atuar como painéis difusores sonoros, esses elementos também funcionam como luminárias, compondo uma arquitetura de interiores ímpar.  A platéia, além de adentrar a “nave espacial”, se vê envolvida por luzes radiantes dos “óvnis” no teto. Isso mostra a integração entre os projetos de arquitetura e de acústica, onde elementos do condicionamento acústico contribuem para uma boa arquitetura e os elementos arquitetônicos são criados de forma a melhorar o condicionamento acústico.


Fonte: TAKATSU, A. SAKAI, H. ANDO, Y. Blending Architectural and Acoustical Factors in Designing a Round Event Hall. Journal of Sound and Vibration (2002) 258(3), 499–515

sábado, 30 de janeiro de 2010

Altar do Sol e da Lua

A ISCI (Iniciativa Internacional de Cidades Solares) foi inicialmente idealizado por cientistas que queriam uma maior divulgação e aplicação da energia solar na sociedade, buscando um diálogo entre ciência e política. Fundada em 2003, a ISCI está alcançando seu objetivo de fornecer meios rápidos para um futuro sustentável para a humanidade, com a máxima utilização da energia proveniente de fontes renováveis. O congresso da ISCI acontece a cada dois anos. O primeiro foi na Corea em 2004, e nos bienios seguintes nos EUA, Inglaterra e Austrália. Este ano, a China será a sede do 4º Congresso Mundial de Cidades Solares. A importância da realização deste evento na China está no alerta para uma mudança em sua matriz energética, que hoje é 70% proveniente da queima do carvão. O edifício principal do evento já está em funcionamento, localizado no "Vale Solar" na cidade de Dezhou. O prédio segue o formato de um relógio de Sol e possui área de 75 mil metros quadrados. Neste edifício funcionará um salão de ciência e tecnologia, um hotel sustentável e o centro de convenções com mais de dez auditórios, onde acontecerá o congresso. É o maior edifício do mundo movido a energia solar, símbolo de economia de energia, proteção ambiental e demonstração de ciência e tecnologia. No total serão economizados 82,5% da energia utilizada. O edifício foi denominado Altar do Sol e da Lua, tendo os caracteres chineses para Sol e Lua em sua arquitetura. Foram instalados 5.000 metros quadrados de placas solares em seu telhado. Sua cor branca representa energia limpa. 
A sustentabilidade não está apenas em suas placas solares, mas em todo o complexo edificado. Foi utilizado apenas 1% do aço do que o necessário para o estádio ninho do pássaro. Pioneiro em algumas tecnologias de conservação de energia, o projeto inclui uma série de avanços técnicos que irão impulsionar a aplicação em massa da energia solar. Dezhou pode seguramente ser denominada uma cidade solar pois, entre as 5,5 milhões de pessoas que vivem nesta cidade, a maioria delas optou por sistemas solares de aquecimento de água. Nesta cidade, a energia solar é onipresente, desde a iluminação pública aos veículos turísticos. O Greenpeace apresenta que, em 2007, 800 mil pessoas em Dezhou tinham empregos na indústria de painéis solares, o que deverá crescer para 1,5 milhão em 2020.
(obs.: se alguém encontrar o nome do arquiteto, por favor, me avise)
 
Fonte: http://www.chinasolarcity.cn/Html/dhcc/151757172.html
          http://www.isci-cities.org/
          http://www.alternative-energy-news.info/china-largest-solar-office-building/

domingo, 24 de janeiro de 2010

Hotel Unique



Um arco com quase 100 metros de comprimento repousa sobre duas empenas de concreto nas laterais, com 25 metros de altura. Assim pode-se sintetizar o projeto do arquiteto Ruy Ohtake para o Hotel Unique, em São Paulo-SP, que é considerado por alguns como uma obra de arte urbana. O acesso do hotel e do Centro de Eventos (para 1.500 pessoas) é pelo grande espaço vazado nas laterais, com 25 metros de altura que vão descendo em curva. O revestimento em placas de cobre pré-oxidadas dão os tons de verde à fachada, composta por janelas circulares de 1,80m de diâmetro. O hotel possui 96 apartamentos distribuídos em seis pavimentos. Os apartamentos das pontas possuem o piso curvo até encostar no teto, acompanhando o desenho da fachada.


O térreo possui o teto curvo e abriga recepção e bar. Na cobertura está o restaurante com um bela vista da cidade de São Paulo e ainda, uma piscina inusitada, com revestimento na cor vermelha, iluminação de fibra ótica e sonorização subaquática (quem mergulha ouve música). O edifício ainda conta com três subsolos de estacionamento e infra-estrutura, totalizando os 23 mil metros quadrados de área. O projeto estrutural foi desenvolvido pelo escritório Júlio Kassoy e Mário Franco. Embora a estrutura dê a impressão de estar sustentada por duas empenas laterais de concreto, estas não têm função estrutural. Servem apenas como apoio visual e para contraventamento. Na verdade, são as empenas de concreto das fachadas, principal e posterior, com 90 m de comprimento, que sustentam a estrutura e trabalham com os pilares principais, além de fazerem a vedação do hotel. Com espessura de 30 cm, elas foram protendidas em três faixas horizontais, com distância de 15 m eixo a eixo. Cada empena, com balanço de 24 m, é apoiada em quatro pilares e, nelas, estão engastadas as lajes protendidas, de apenas 22 cm, do segundo ao sétimo pavimento tipo. A arquitetura de interiores dos apartamentos de 36 a 250m² foi realizada por João Armentano. Gilberto Elkis foi o responsável pelo paisagismo do térreo e da cobertura. Os pisos são de madeira, os revestimentos das paredes de couro ou vinílicos, e no banheiro louças e metais foram projetados exclusivamente para o Unique.


 



Fonte: http://www.vitruvius.com.br/institucional/inst109/inst109.asp
http://www.abcp.org.br/sala_de_imprensa/noticias/hotel_unique.shtml