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sábado, 30 de janeiro de 2010

Altar do Sol e da Lua

A ISCI (Iniciativa Internacional de Cidades Solares) foi inicialmente idealizado por cientistas que queriam uma maior divulgação e aplicação da energia solar na sociedade, buscando um diálogo entre ciência e política. Fundada em 2003, a ISCI está alcançando seu objetivo de fornecer meios rápidos para um futuro sustentável para a humanidade, com a máxima utilização da energia proveniente de fontes renováveis. O congresso da ISCI acontece a cada dois anos. O primeiro foi na Corea em 2004, e nos bienios seguintes nos EUA, Inglaterra e Austrália. Este ano, a China será a sede do 4º Congresso Mundial de Cidades Solares. A importância da realização deste evento na China está no alerta para uma mudança em sua matriz energética, que hoje é 70% proveniente da queima do carvão. O edifício principal do evento já está em funcionamento, localizado no "Vale Solar" na cidade de Dezhou. O prédio segue o formato de um relógio de Sol e possui área de 75 mil metros quadrados. Neste edifício funcionará um salão de ciência e tecnologia, um hotel sustentável e o centro de convenções com mais de dez auditórios, onde acontecerá o congresso. É o maior edifício do mundo movido a energia solar, símbolo de economia de energia, proteção ambiental e demonstração de ciência e tecnologia. No total serão economizados 82,5% da energia utilizada. O edifício foi denominado Altar do Sol e da Lua, tendo os caracteres chineses para Sol e Lua em sua arquitetura. Foram instalados 5.000 metros quadrados de placas solares em seu telhado. Sua cor branca representa energia limpa. 
A sustentabilidade não está apenas em suas placas solares, mas em todo o complexo edificado. Foi utilizado apenas 1% do aço do que o necessário para o estádio ninho do pássaro. Pioneiro em algumas tecnologias de conservação de energia, o projeto inclui uma série de avanços técnicos que irão impulsionar a aplicação em massa da energia solar. Dezhou pode seguramente ser denominada uma cidade solar pois, entre as 5,5 milhões de pessoas que vivem nesta cidade, a maioria delas optou por sistemas solares de aquecimento de água. Nesta cidade, a energia solar é onipresente, desde a iluminação pública aos veículos turísticos. O Greenpeace apresenta que, em 2007, 800 mil pessoas em Dezhou tinham empregos na indústria de painéis solares, o que deverá crescer para 1,5 milhão em 2020.
(obs.: se alguém encontrar o nome do arquiteto, por favor, me avise)
 
Fonte: http://www.chinasolarcity.cn/Html/dhcc/151757172.html
          http://www.isci-cities.org/
          http://www.alternative-energy-news.info/china-largest-solar-office-building/

2 comentários:

  1. Ficou muito bonito, esse prédio!
    E ainda economiza 82% de energia!
    Por que não fazem isso ao redor do mundo todo?

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